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Naquela época não havia chuva tal qual a conhecemos atualmente. Apenas um vapor subia da terra através da evaporação e posteriormente regava a superfície terrestre na forma de um orvalho, como diz Genesis 2:6.
Com base nesse relato do
livro de Genesis, as condições
do mundo antes do dilúvio eram bem mais favoráveis para o desenvolvimento
das espécies. |
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No princípio... |
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A expansão nos céus
A
declaração de Genesis
1:6 de que havia uma “expansão” ou “firmamento” entre as águas que estavam
debaixo da expansão e as águas que estavam sobre a expansão, dão a entender
que naqueles primórdios havia um grande acúmulo de vapor de água circundando
a Terra, acima da camada atmosférica. |
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Quando ocorreu o dilúvio, diz Genesis 7:11 que “romperam-se todas as fontes do abismo e as janelas do céu se abriram”, o que significa que todo aquele imenso dossel de água acumulado em volta do globo terrestre precipitou-se de uma única vez na forma de uma chuva ininterrupta, a qual durou quarenta dias (v. 12), fazendo com que todas as criaturas vivas que haviam na face da terra morressem, exceto aquelas que se encontravam dentro da arca construída por Noé (v. 23) e aquelas que sobrevivem naturalmente na água.
O uso da expressão
"rompimento das fontes" e "abertura das janelas dos céus" no relato de
Genesis, confirmam-nos a
idéia de um manancial que estava anteriormente suspenso e recluso, até que
rompeu-se e precipitou toda a água armazenada de uma só vez, cobrindo toda a
superfície da terra, inclusive os grandes montes (Genesis 7:19). É
concebível que muito da atual água oceânica estivesse acumulada nessa grande
camada de vapor de água que rodeava a Terra, antes do dilúvio. A separação entre os continentes De alguma maneira, aquele dossel de água se condensou e desceu sobre a terra por ocasião do dilúvio. Alguns estudiosos supoem que a liberação de energia necessária para aquela “super-precipitação” seria decorrente do início do processo de separação dos continentes, o qual teria se completado nos dias de Pelegue , como faz supor a citação de Genesis 10:25. Essa teoria, hoje largamente aceita nos meios científicos, é chamada “deriva continental” e enuncia que no princípio os continentes estavam todos ligados por terra, mas foram desagregados progressivamente como mostram as figuras na sequencia abaixo.
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Um dos subsídios científicos para essa teoria é a existencia de placas tectônicas nas chamadas “dorsais oceânicas”, existentes justamente na linhas divisórias entre os continentes. A correspondência entre a constituição rochosa da costa ocidental do continente africano com o solo do território brasileiro e a similaridade entre os contornos dos respectivos litorais tambem é um fato incontestável. O fato de todos os povos terem a mesma língua antes do episódio de Babel (Genesis 11:2) tambem reforça essa teoria do "continente único", pois fica claro que antes do dilúvio todos os homens se comunicavam normalmente entre si. Aquela camada de vápor de água que havia em volta da Terra funcionava como um grande filtro solar, capaz de manter uma temperatura homogênea sobre todos o planeta, a qual protegia as espécies contra os efeitos degenerativos dos raios solares de forma mais eficaz do que a atmosfera atual. É sabido que a radiação de ondas curtas, tanto através dos raios ultra-violeta como dos raios X, produz efeito degenerativo sobre as células dos organismos vivos e aceleram o seu envelhecimento. O processo de fermentação natural das substâncias orgânicas é uma prova disso.
Quando Noé embebedou-se
como registra Genesis 9:21, com certeza desconhecia o efeito alcólico
decorrente da fermentação, pois estava acostumado a beber o suco da uva sem
esse tipo de consequencia, antes do dilúvio. A questão da longevidade dos anti-diluvianos
Essas condições
climatológicas mais favoráveis, juntamente com um arranjo muito diferente e
mais brando da topografia, explicariam a surpreendente longevidade dos
anti-diluvianos, tais como Adão que viveu 930 anos (Genesis 5:5), Sete que
viveu 912 anos (Genesis 5:8), Enos que viveu 905 anos (Genesis 5:11), Cainã
que viveu 910 anos (Genesis 5:14), Maalalel que viveu 895 anos (Genesis
5:17), Jarede que viveu 962 anos (Genesis 5:20) e Matusalem que viveu 969
anos (Genesis 5:27), sendo considerado o homem mais longevo de todos os
tempos. Por sua vez, Noé já estava com seiscentos anos de idade quando o dilúvio veio
sobre a Terra (Genesis 7:11).
Devido a uniformidade de
temperatura que havia sobre todo o planeta antes daquela “redoma” se romper,
muitos animais e plantas de climas tropicais vieram a ser encontrados nas
geleiras de regiões hoje consideradas “eternamente frias”, ainda com
alimentos próprios de regiões quentes, como se tivessem sido repentinamente
surpreendidos pela catástrofe.
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O ambiente anti-diluviano,
conforme demonstrado acima, teria muito menor intensidade de radiação do que
o ambiente pós-dilúvio. Por conseguinte, certamente haveria um número menor de
mutações nas espécies. |
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O texto de Genesis 6:4 fala de “gigantes”; fala dos “filhos de Deus”; fala das “filhas dos
homens” e tambem dos chamados “valentes”, os quais seriam originários da união dos “filhos de
Deus” (tambem conhecidos como "Nephilins" ou "vigilantes") com as “filhas dos homens”
(mulheres humanas). O livro de Enoque, apesar de ser considerado “apócrifo” pelos teólogos cristãos, é mencionado na Bíblia em Judas versos 14 e 15, e fala dessa união associando os “filhos de Deus” com os anjos e as “filhas dos homens” com mulheres do gênero humano. No livro de Jó, os “filhos de Deus” tambem foram associados aos anjos, entre os quais incluia-se Satanás (Lúcifer), como descreve Jó 1:6. Esse livro de Enoque explica que aqueles anjos contaminaram os homens com toda a espécie de males tais como o ensino da feitiçaria, dos encantamentos e das propriedades das raizes e das árvores (livro de Enoque, capítulo 7, versículo 10). Tambem teria vindo deles o ensino sobre a fabricação de espadas, facas, escudos e outros artefatos para a guerra, bem como o despertamento da vaidade entre as mulheres através do fornecimento de espelhos, braceletes, ornatos, a arte de pintar as sobrancelhas, o uso de pedras preciosas e toda a espécie de tinturas (livro de Enoque, capítulo 8, versículo 1).
Tambem os anjos foram os
responsáveis pelo ensino do uso de sortilégios e a anulação deles, assim com
tambem foram eles que introduziram os homens na arte de observar as estrelas, zodíaco e
astronomia (livro de Enoque, capítulo 8, versículos 4 a 8). Até mesmo a prática do
aborto criminoso descrito como “o meio infame de matar uma criança no seio
de sua mãe” foi ensinada por um desses anjos maus, cujo nome era Kasyade
(livro de Enoque, capítulo 67, versículo 18).
Muito provavelmente aquela
“redoma” que circundava a Terra antes do dilúvio seria invisível para os
habitantes daquela época. Assim sendo, fica fácil deduzir o motivo do
descaso dos anti-diluvianos com relação a catástrofe que Noé anunciava. Eles
nunca haviam visto chuva (Genesis 2:5) e Noé lhes exortava a se prepararem
para entrar numa arca que estava sendo construída para sobreviver à grande
inundação que haveria de acontecer!
Quando em Hebreus 11:7
lemos que Noé foi “avisado sobre coisas que ainda não se viam”, podemos
agora compreender que isto se refere à chuva, a qual tanto Noé como os seus
contemporâneos desconheciam antes do dilúvio ocorrer. |